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Aluguer de carros no Porto segue a mesma lógica de Lisboa: a cidade não precisa de carro. O centro é compacto, o metro, o eléctrico 1 e a Uber cobrem tudo, e na Ribeira e à volta da Sé o carro torna-se um problema nas ruas íngremes. Mas o Porto é também onde começa o Vale do Douro, onde passa a N222 — oficialmente uma das melhores estradas do mundo — e de onde escapadinhas de um dia chegam a Braga, Guimarães, Aveiro e Coimbra.
A maior parte dos nossos viajantes leva o carro dois a quatro dias — para o Douro e as cidades UNESCO. Andam a pé pelo Porto, sem carro e sem dor de cabeça.
Os carros na TakeCars escolhem-se à frente a partir de fotografias reais do veículo e avaliações de anteriores locatários.
Carros pequenos começam em 18–28 € por dia na época baixa e 35–70 € em Julho e Agosto. O ideal é Abril–Junho e Setembro–Outubro: 16–22 °C, preços ainda moderados.
Estacionamento no centro do Porto
O estacionamento passa pela Câmara Municipal: pagamento por zona segunda a sexta 09:00–19:00 e sábado 09:00–13:00. Domingos e dias úteis depois das 19:00 grátis. Paga-se em parquímetros, EasyPark ou Telpark. Tarifas 0,50–1,20 €/h.
Aos fins-de-semana e depois das sete da tarde, todo o centro se transforma num parque gratuito. Vale a pena aproveitar, sobretudo para quem vive em Foz ou em Gaia e entra para jantar.
Ribeira, Sé, Bombarda
É melhor não entrar de carro nos bairros históricos. Ruas estreitas, íngremes, calcetadas, sentido único, e o eléctrico 1 passa em Cândido dos Reis. O carro fica em São Bento (Almeida Garrett, ~1,50 €/h) ou no Largo São Domingos, e segue-se a pé, eléctrico ou Funicular dos Guindais.
Os riscos mais comuns que vemos vêm de quem segue o GPS para a Ribeira. Estaciona em São Bento e desce — vinte minutos e uma sensação completamente diferente da cidade.
Vila Nova de Gaia
Do outro lado do rio, junto às caves do vinho do Porto — parque pago vigiado na Av. Diogo Leite (1 €/h, ao domingo gratuito) e ruas laterais grátis a 5–10 minutos a pé. Parque subterrâneo gratuito junto ao Jardim do Morro.
Três regras que poupam nervos e dinheiro
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Estacionar no centro é grátis aos domingos e nos dias úteis depois das 19:00
A hora mais calma para entrar no Porto, sobretudo para quem vive em Foz, Gaia ou vem para jantar.
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Não entrar na Ribeira, junto à Sé ou na Bombarda
Ruas medievais estreitas e íngremes, carris e becos de sentido único transformam o estacionamento em loteria; de São Bento à Ribeira são dez minutos a pé.
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A A28 para Viana e Galiza funciona só com Via Verde
Os troços a norte têm apenas pórticos electrónicos; sem identificador, a viagem vira coima automática.
Itinerários de carro a partir do Porto
A partir do Porto começa a melhor parte do norte de Portugal: o vale do Douro, as cidades UNESCO Braga e Guimarães, os canais de Aveiro, a universidade mais antiga em Coimbra e a serra do Gerês.
Vale do Douro e N222
Vale do Douro — 100 km pela A4 + N222. Em 2015 uma revista internacional do sector automóvel elegeu a N222 como uma das melhores estradas do mundo para conduzir: faixa sinuosa ao longo do rio e dos socalcos de vinha, 27 km entre a Régua e o Pinhão. Estacionamento nas quintas gratuito. O condutor não prova.
O Douro é onde o carro de aluguer prova o seu valor por inteiro. De comboio vê-se o vale de cima; de carro chega-se a quintas específicas, miradouros e à própria Lamego.
Braga, Guimarães, Aveiro, Coimbra
Braga — 55 km pela A3, com Bom Jesus do Monte (UNESCO). Guimarães — 55 km pela A3 + A7, berço de Portugal em 1128, UNESCO; combinada com Braga num dia. Aveiro — 75 km pela A1, moliceiros nos canais. Coimbra — 120 km pela A1, universidade mais antiga (1290). Peneda-Gerês fica a 110 km pela A3 + N304.
Vigo e Santiago (Espanha)
Santiago de Compostela — 220 km pela A3 + AP-9; Vigo — 150 km. Ambos Schengen; taxa transfronteiriça 0–25 €.
Perguntas frequentes
O aeroporto Francisco Sá Carneiro fica a 11 km a norte do centro. A linha violeta E do metro liga directamente o terminal a Trindade por 2,55 € — Porto e Lisboa são os únicos aeroportos portugueses com metro directo. Táxi e Bolt custam 20–30 €. De carro — 20–30 minutos, até 40 nas horas de ponta.
Os preços no aeroporto são geralmente competitivos pela concorrência entre fornecedores. As lojas de cidade podem ser 5–10 % mais baratas mas com escolha mais restrita, e há que lá chegar. Para viagens curtas faz sentido levantar no OPO; para alugueres de sete a dez dias uma loja de cidade pode às vezes compensar.
Sim, com operadores portugueses locais: a entrega ao hotel no centro, em Vila Nova de Gaia e em Foz é geralmente gratuita em horário laboral; manhãs cedo ou noites tardias custam 20–50 €. Marcas internacionais só trabalham a partir das suas próprias lojas e do balcão do OPO.
Tecnicamente sim, na prática não. Ruas medievais estreitas e íngremes, carris e malhas apertadas de sentido único transformam o estacionamento em loteria e acabam muitas vezes com uma jante riscada. O carro fica em São Bento, no Largo São Domingos ou na Trindade, e vai-se a pé, de eléctrico ou pelo Funicular dos Guindais.
O estacionamento por zonas da Câmara Municipal aplica-se segunda a sexta das 09:00 às 19:00 e sábado das 09:00 às 13:00. Domingos e dias úteis depois das 19:00 são gratuitos. Pagamento por EasyPark, Telpark ou parquímetros na rua; tarifas 0,50–1,20 €/h.
Do Porto para leste pela A4 (~50 minutos até Vila Real), depois para a N222 em direcção ao Pinhão via Régua. A N222 está entre as melhores estradas do mundo para conduzir: 100 km e cerca de 1,5 horas até ao Pinhão com paragens em miradouros. Estacionamento nas quintas gratuito. O condutor não prova — é organização à parte.
A N222 corre entre a Régua e o Pinhão ao longo do Douro e dos socalcos de vinha. Vinte e sete quilómetros de curvas, muito panorâmica, por vezes estreita em sentido contrário. As melhores vistas estão entre Mesão Frio e o Pinhão, sobretudo nas cores de Outono. De carro chega-se a quintas específicas onde o comboio não chega.
Sim, é a combinação norte mais popular. Do Porto pela A3 — 40 minutos a Braga; o santuário do Bom Jesus do Monte (UNESCO) e a velha catedral. Depois pela A7 — 25 minutos a Guimarães; castelo e centro histórico (UNESCO), berço de Portugal. Regresso ao Porto pela A3 — 45 minutos.
Aveiro fica a 75 km a sul pela A1 com portagem, cerca de 50 minutos. Estacionamento gratuito perto da ponte e dos canais; o centro faz-se a pé. A Costa Nova com as famosas casas às riscas fica a 12 km de Aveiro pela N109. Os dois cabem confortavelmente num dia inteiro.
Com um dia inteiro ou pernoita — sim. 220 km pela A3 + AP-9 (em Espanha gratuita), 2,5 horas para cada lado. Santiago tem a catedral UNESCO e o destino do Caminho. A maior parte das rent-a-car portuguesas permite Espanha com declaração prévia; taxa transfronteiriça 0–25 €.
Sim: 150 km pela A3 + AP-9, 1 h 45 min para cada lado. Vigo é o principal porto da Galiza com casco velho e vistas atlânticas. Na fronteira não há controlos (Schengen); é preciso declarar Espanha na reserva. Muitas vezes combinada com Santiago em 2–3 dias.
A A28 vai até Viana do Castelo e segue para a Galiza. Nos troços a norte é uma estrada de fluxo livre: sem cabines nem barreiras, só câmaras em pórticos. Sem Via Verde, a viagem é coima. Os carros de aluguer trazem o identificador instalado, mas convém confirmar no levantamento.
Sim, sobretudo com pernoita. É o único parque nacional de Portugal: serra, cascatas, aldeias de granito. 110 km pela A3 + N304 do Porto, 1,5 horas. Muitos ficam em Caldas do Gerês — termas e uma base confortável para passeios. Estacionamento nos trilhos gratuito.
A linha da CP até à Régua é uma das viagens de comboio mais panorâmicas da Europa, ao longo do rio, 15 € num sentido. De comboio — relaxado, sem conduzir e livre para a prova. De carro — flexível: chega-se a quintas específicas, à Casa de Mateus e a Lamego. Híbrido comum é comboio a descer e autocarro ou táxi a subir.
Disponível com operadores portugueses locais a 28+ dias. Carros pequenos desde 380–580 € por mês, SUV 620–900 €. O Porto é o segundo maior hub de nómadas digitais em Portugal, a seguir a Lisboa, e o segmento de aluguer de longa duração continua a crescer. Residência não é exigida para curtas estadas.