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O aluguer de carros na Islândia transforma férias de excursões de autocarro numa viagem a sério: cascatas, praias negras, fontes termais e estradas de montanha onde nenhum autocarro chega ficam ao alcance do volante.
A partir de Portugal a ilha está mais perto do que parece: a PLAY voa diretamente Lisboa–Reiquiavique (KEF) com cerca de 5 horas de voo. Portugal está no espaço Schengen — não é necessário visto. Portugal pertence à zona euro — não há conversão de moeda.
Um casal de Lisboa apanhou o voo PLAY de maio, assinou o contrato em cima do capô de um Yaris em Keflavík e estava na 41 a caminho de Selfoss em sete minutos. Os passageiros das circuitos ainda esperavam o shuttle.
A maioria decide entre dois cenários: ou compra excursões em grupo e vê os mesmos cinco miradouros numa semana, ou senta-se ao volante e percorre metade do país no mesmo tempo. A segunda opção sai normalmente mais barata e bastante mais interessante.
Três dias na Islândia parecem chegar. Um viajante do Porto chegou em agosto com essa ideia, ao segundo dia prolongou o aluguer mais quatro e seguiu para leste. A Ring Road provoca esse efeito.
Mais abaixo: quanto custa, como funcionam os seguros islandeses, de que carro precisa mesmo e onde o levar.
Quanto custa alugar um carro
Os preços oscilam bastante consoante a época. Em alta (junho–agosto), um económico 2WD fica em 60–90 € por dia, um 4×4 em 150–230 € e um SUV premium a partir de 280 €. Nos meses de transição (maio e setembro), os mesmos carros baixam para 30–60 € e 100–160 €. No inverno (novembro–março), um económico chega a descer até 25 €/dia — com a ressalva clara de que não se vai à Islândia atrás de sol.
A regra de reserva é simples: quanto mais cedo, melhor. Os carros de verão esgotam-se 3–6 meses antes e os preços podem duplicar ou triplicar entre janeiro e julho. Para o inverno chega um mês ou mês e meio.
Os meses mais inteligentes para a Islândia são maio e princípio de setembro. As multidões já partiram, os preços caem, o tempo é mais ameno e quase todas as estradas estão abertas.
Duas rubricas surpreendem quem chega: o combustível (cerca de 2 €/litro, depósito cheio 85–110 €) e os seguros. Sem um pacote sensato, a diferença entre viagem agradável e fatura de cinco dígitos à devolução pode caber numa única pedrinha no para-brisas.
Uma família de Coimbra reservou em fevereiro um Dacia Duster para julho a 88 €/dia. A mesma reserva em junho para julho saía a 142 €. Reservar cedo na Islândia é o maior desconto que existe.
Reserve no inverno e conduza no verão. As contas são duras mas batem certo.
A maioria dos turistas em na Islândia começa sua viagem aqui
Seguros na Islândia
A Islândia tem a sua própria lógica de seguros. A responsabilidade civil está incluída em qualquer aluguer — é o mínimo legal. CDW cobre o próprio carro, mas com uma franquia de 1700–2500 € a seu cargo. SCDW reduz a franquia para 350–1000 €. Zero Excess elimina-a por completo e normalmente dispensa o bloqueio da caução — a opção mais tranquila para férias.
Em cima disso, os operadores islandeses acrescentam dois extras locais: Gravel Protection (GP) e Sand and Ash Protection (SAAP). GP cobre os impactos de gravilha no para-brisas, faróis e pintura — quase toda a gente leva, porque mais de metade das estradas islandesas é de gravilha. SAAP protege contra cinza vulcânica e tempestades de areia — essencial na costa sul entre fevereiro e abril.
Um viajante de Braga apanhou em março o CDW básico para poupar 9 €/dia. Uma pedra na 1 entre Vík e Kirkjubæjarklaustur partiu-lhe o para-brisas. A franquia comeu o aluguer das duas semanas.
Três coisas que nenhum seguro cobre: travessias de rio, danos no piso por pedras e portas arrancadas pelo vento. Detalhes a seguir.
Cinco dias de SAAP custam menos que cinco cafés. Um casal do Algarve descobriu-o em abril, quando o vento de Mýrdalssandur lixou a pintura do Suzuki Vitara. Com SAAP, uma chamada ao operador.
Leve Gravel Protection em qualquer aluguer e junte SAAP se for ficar a sul de Vík entre fevereiro e abril. Poupar aqui sai caríssimo.
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Avaliações reais por carro específico
Vê classificações exatamente do automóvel que está a reservar, e não a média da empresa.
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Condições claras sem letras pequenas
O valor da caução e a forma de cobrança ficam visíveis antes da reserva, sem surpresas ao balcão.
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Contacto direto com o operador
Fala com ele antes da viagem e combina encontro por número de voo em Keflavík, sem esperar pela shuttle.
Conduzir na Islândia
Ring Road
A Ring Road (Estrada 1) é uma volta asfaltada de 1332 km à volta da ilha, aberta todo o ano. Leva à costa sul, Jökulsárlón e à maioria das cascatas — sem um único troço de gravilha. A estrada em si está bem; o que apanha as pessoas é o vento e a visibilidade. Olhe o road.is ao pequeno-almoço, demora trinta segundos.
Um casal de Aveiro em outubro arrancou a Ring Road pelo sul num económico. Junto a Höfn o vento mudou, abriram o road.is e ficaram mais uma noite numa quinta em vez de enfrentar vento de frente.
Estradas F
As estradas F são pistas de gravilha nas terras altas, marcadas com F. A lei só permite 4×4 homologados; um 2WD numa F anula o seguro de imediato. Abertas de meados de junho a princípio de setembro. Não são aventura desportiva — são pistas de gravilha onde por vezes se atravessa um ribeiro. Sem 4×4 e sem experiência não se começa por aqui.
Pneus de inverno
De 1 de novembro a 14 de abril a lei obriga a pneus de inverno ou pregos — os bons operadores montam-nos automaticamente. O inverno na Islândia não é uma pista de gelo clássica, é um tempo que muda a cada hora. Regra: não andar à pressa e verificar a previsão antes de cada etapa.
Vento e portas
Uma porta aberta contra o vento pode ser arrancada das dobradiças, e a maioria das apólices não cobre. Segure a porta, estacione com o nariz contra o vento. Os condutores experientes na Islândia fazem-no por uma razão: uma porta a bater contra a dobradiça são 2000 € de reparação.
Um viajante do Funchal abriu a porta do Hyundai i20 num miradouro em Vík sem a segurar. O vento dobrou-a sobre a dobradiça. A reparação levou dois dias e uma fatura maior que o aluguer inteiro.
Segure a porta com as duas mãos ao estacionar, deixe o nariz contra o vento e nunca abra as duas portas ao mesmo tempo. A dobradiça é a peça mais barata do carro mas a mais chata de substituir.
Documentos e caução
Idade e carta
Idade mínima 20 anos com um ano de carta. 4×4 normalmente 23, SUV premium 25. Sem idade máxima na maioria das empresas. A carta portuguesa é aceite sem carta internacional — a Islândia reconhece todos os documentos UE/EEE.
Uma condutora do Porto levou só a carta portuguesa e o balcão demorou cinco segundos em Keflavík. Outro casal sem o plástico novo passou uma hora a discutir. Levar as duas não pesa na mochila.
Caução e pagamento
Todos os operadores exigem cartão de crédito em nome do condutor principal. Bloqueio 1700–2300 €, libertado 2–14 dias após devolução. Com Zero Excess a caução desaparece. Cartões Visa e Mastercard portugueses funcionam — tem de ser cartão de crédito, não débito. MB WAY não funciona na Islândia.
A TakeCars aceita qualquer cartão para pré-pagamento. Se for preciso bloqueio separado no cartão do operador, mostramos valor e método com antecedência.
Combustível
Full-to-full: levanta cheio, devolve cheio. Litro de gasolina 95 nos 2 €, depósito cheio 85–110 €. Bombas self-service, pedem PIN — confirme chip-and-PIN.
Levantamento
A maioria levanta em Keflavík. Aluguer de carros em Keflavík — ao volante minutos depois de aterrar. Aluguer em Reiquiavique é mais calmo em voos noturnos, com preços inferiores aos do aeroporto.
Onde ir com o carro
Círculo de Ouro
O percurso curto clássico. Þingvellir (parque nacional onde se encontram duas placas tectónicas), o géiser Strokkur e a cascata Gullfoss. Cerca de 250 km de asfalto, faz-se num dia. Não é o mais espetacular que a Islândia oferece, mas é compacto, acessível todo o ano e em 2WD. Ideal para escala ou escapadinha.
Costa sul
A rota mais popular depois do Círculo de Ouro. Seljalandsfoss, Skógafoss, Reynisfjara e Jökulsárlón. De Reiquiavique 370 km num sentido, asfalto, todo o ano. Cinco cascatas, praia negra, glaciar e icebergues flutuantes numa só viagem.
Um viajante de Setúbal com quatro dias em maio hesitou entre sul e Círculo. Fez só o sul, dormiu uma noite em Vík e outra em Höfn. Voltou a pedir duas semanas na próxima vez.
Ring Road completa
A volta inteira, 1332 km mais desvios. Ao sétimo dia a Islândia abre-se a sério: fiordes do leste, quintas do norte, costa das baleias em Húsavík. Um económico consegue; no verão muitos optam por um pequeno SUV. Uma semana é ritmo apertado; dez dias é calmo, com tempo para vales laterais e fontes termais.
Westfjords
O canto mais sossegado da Islândia. Troços asfaltados, muita gravilha, várias estradas interiores fechadas no inverno. Aberto de meados de junho a meados de setembro. Há menos carros nas estradas do que ovelhas nos campos, e isto não é figura de estilo.
Um casal de Faro em julho meteu um 4×4 pela 60 até Ísafjörður e não se cruzou com cinco carros em três horas. Voltaram a dizer que o sul já o deixavam para os outros.
Escolha o circuito que encaixa nos seus dias e na previsão; a Ring Road compensa quem lhe dá uma semana ou mais.
O preço do aluguer de automóveis na Islândia depende da época e da duração do aluguer.
- Janeiro
- Fevereiro
- Março
- Abril
- maio
- Junho
- Julho
- Agosto
- Setembro
- Outubro
- Novembro
- Dezembro
- Jan
- Fev
- Mar
- abril
- maio
- Jun
- Jul
- agosto
- setembro
- outubro
- Nov
- Dez
Perguntas frequentes
Nem o Zero Excess cobre três coisas: travessias de rio (motor inundado = valor total do carro), danos no piso por pedras e portas arrancadas pelo vento. Sem experiência, não saia para estradas F, em gravilha não acelere e segure sempre a porta com a mão.
As estradas F abrem de meados de junho a princípio de setembro; as datas dependem do degelo e são publicadas em road.is. Por lei só entram 4×4 homologados. Um 2WD numa F anula imediatamente o seguro e soma uma coima ao custo da reparação.
Rajadas acima de 50 km/h são normais aqui. Se estacionar de lado e abrir a porta, o vento arranca-a das dobradiças. Nariz ao vento, a porta abre contra o fluxo e fica firme. A maioria das apólices não cobre danos por vento; reparar uma porta são 1500–2000 €.
Uma volta de 360° com data e hora no ecrã, mais grandes planos de cada risco, mossa, esquírola, vidros, jantes, para-choques e fundo visível. Todo o carro em gravilha islandesa tem marcas — sem vídeo, qualquer discussão na devolução não joga a seu favor.
Tecnicamente sim, juridicamente por sua conta e risco. Nenhum seguro cobre danos por água, e um motor inundado equivale ao valor total do carro (facilmente 25 000 €+). Se é a sua primeira ida às terras altas, faça as travessias com guia ou contorne a rota.
SAAP faz sentido sobretudo de fevereiro a abril, especialmente na costa sul — Vík, Mýrdalssandur e planícies em redor. Em estação de vento, a areia chega a tirar pintura até ao metal em meia hora. O extra custa uns euros por dia; sem ele, nova pintura são 5000–13 000 €.
Dá, se andar devagar e verificar road.is antes de cada etapa. Pneus de inverno ou com pregos são obrigatórios por lei de 1 de novembro a 14 de abril. Um 4×4 dá mais confiança no gelo e no vento, mas um económico também se safa.
road.is — o site oficial da autoridade rodoviária islandesa, atualizado em direto: cortes, gelo, estado das F. Mais safetravel.is para o tempo e vedur.is para a previsão de vento. De outubro a maio, verificar antes de cada saída é norma, não paranoia.
Quase nunca. A Islândia é um dos mercados credit-only mais rígidos — grandes cadeias e locais grandes exigem cartão de crédito em nome do condutor. Algumas empresas mais pequenas aceitam débito com pré-pagamento e caução em dinheiro maior, mas é exceção.
Não. Acampar livre em carro e autocaravana está proibido desde 2015. Só se pode dormir em campings demarcados — há cerca de 150 no país, noite a 15–25 €. Dormir em miradouros ou em áreas de repouso é multado, com fiscalização frequente.
A sobretaxa de entrega em destino Reiquiavique–Akureyri anda entre 180 e 370 € consoante a empresa e a época. É a única rota deste tipo amplamente disponível; as outras direções são raras e caras. A maioria faz a volta e devolve o carro no mesmo sítio.
Para Reiquiavique e o Círculo de Ouro — sim, a rede de carregadores chega. Para a costa leste ou no inverno, um térmico é mais seguro: carregadores dispersos, autonomia cai 30 %+ no frio, e numa tempestade pode não chegar à estação seguinte. Planear com cuidado.
O gasóleo costuma ser ligeiramente mais barato que a gasolina — ambos em torno de 2 €/litro. Os 4×4 maiores de aluguer são frequentemente gasóleo; os pequenos económicos são gasolina. A grande diferença é o consumo em viagens longas.
Tecnicamente o Smyril Line liga às Faroé e à Dinamarca, mas os operadores raramente autorizam — só com aprovação escrita e suplemento. A maioria proíbe de todo. Se for mesmo preciso, planeie e confirme por escrito com meses de antecedência.
Não tente passar. Pare no abrigo mais próximo — bomba, aldeia, área de repouso —, vire o nariz ao vento, feche bem as janelas e espere. As tempestades passam normalmente numa ou duas horas. Não deixe o carro de lado ao vento e não abra portas em terreno aberto.